Publicado por: J. em: setembro 26, 2011
Ainda ontem, ele me veio com uma história de ter sido convidado para trabalhar fora. Metade da carga horária atual pelo dobro do pagamento + benefícios. Uma proposta linda, lisonjeira e irrecusável a qualquer um que tenha como prioridade a riqueza e o conforto solitário.
Em menos de um segundotoda a minha história pregressa de abandono por “coisa melhor” veio à mente. Meu pai, indo embora por outra mulher. Deixando de nos ver por causa de outros filhos. Preferindo estar com outra família ao invés da nossa. Todos os parceiros de longe que pareciam perfeitos até mencionarem a impossibilidade de um relacionamento estável à distância. Aquele que preferira a outra à mim. A preterida sempre era eu.
Eu já estava reorganizando todo o meu cérebro para não sofrer de novo. Na verdade, não aparentar sofrimento aos outros porque seria uma sina desgraçada a de amar e o cara ter que ir embora. Na verdade, é sempre isso… na verdade, sempre será. Ele vai embora de qualquer jeito, seja por um emprego, ou uma parceira melhor, seja por escolher ficar sozinho ou por morrer. O fato é que ele VAI EMBORA. E eu VOU SOFRER DE NOVO. Cedo ou tarde é isso o que acontece com TODOS os relacionamentos (não só os meus).
Mesmo assim, chorei, nesse meio segundo. Taquicardizei e me maldisse pela triste sina – TODOS VÃO EMBORA. Ok, só que pra mim, sempre em pouco tempo, menos de quatro meses. Então já começo uma relação meio que me preparando para o fim (que sempre é próximo).
É injusto todos terem a chance de namorar or muito tempo, morar junto, casar. Mesmo sendo aquela gorda do cursinho, ou a feia do nariz enorme da faculdade. Até as mais chatas e estranhas estão(aparentemente) felizes posando com alguém nas redes sociais, mas eu… não tenho essa sorte desde 2003.
Hoje temos um pouquinho mais que um mês. Se ele tivesse aceitado o emprego (não aceitou, claro que não foi por minha causa, a família toda dele mora aquie os amigos também, deve ter levado tudo isso em conta) o mundo não acabaria em janeiro ou fevereiro quando ele fosse embora, mas a sina se cumpriria (terminaríamos com 4 ou 5 meses).
Vamos ver se a sina se repete ou não. Espero que não.
Publicado por: J. em: setembro 18, 2011
Ontem tivemos o nosso primeiro desentendimento. Aconteceu entre uma mensagem e outra. O que era bincadeira virou motivo de discussão e desentendimento. Conversamos sobre. Parece que ele é daqueles que não-gosta-termina. Isso me deu medo. Não não tem conversinha antes.
Não sou perfeita. Tenho errado muito nos relacionamentos anteriores. Ou dava liberdade de menos, ou demais. Acabava sendo traída e terminando logo após a descoberta. Dói.E o pior é que me acostumei com a dor, com os términos. Para mim, os términos são mais normais que a continuidade.
Antes eu estava relaxada, sendo eu mesma. Agora estou preocupada em não errar de novo. Isso é grave. A lei da atração diz que atraímos aquilo que temos medo. Será?
Ontem ele me leu no tarô. Disse que ainda vou conhecer um cara que vai em fazer muito feliz, mas também vou sofrer muito com sua perda. E morrer só. O cara não é ele, é um que ainda não conheço. Eu acredito nessas coisas e sempre senti que iria mesmo ficar sozinha, como é o de hábito. Contudo, sinto que estou sofrendo por antecipação, ao invés de curtir o presente.
Eu espero mesmo que seja apenas um dia ruim, porque espero mesmo que ele seja o símbolo do meu milésimo tsuru.
Publicado por: J. em: agosto 27, 2011
A gente se conheceu na internet. Não sei o que me deu, mas ele (re)apareceu do nada e eu sorri ao lembrar dele. Fiquei feliz com a volta mas nada tão especial assim.
Então, ele me aparece em uma outra rede social com uma foto pra lá de interessante. Como tinha o hábito de sair adicionando todo mundo no facebook, fui ver quem ele era. Fucei mural, álbum e mandei uma mensagem simpática.
Daí para o MSN foi um pulo. Depois de um pouco mais de duas semanas de conversas (claras desde o início, e cheias de sinais de encanto), finalmente a gente se encontrou.
Foi uma noite muito divertida, regada a gargalhadas e até conversas polêmicas, impróprias para um “primeiro encontro”. Quebramos todas as regras ditadas e não nos arrependemos. Sentimo-nos tão à vontade para agir como nós mesmos e foi tão bom! Uma sintonia incrível!
Namoramos há duas semanas e está sendo um sonho. Ele já conheceu alguns amigos meus, eu já conheci uns amigos dele e, parece que semana que vem, irei conhecer a mãe dele!
Ontem foi um dia deveras especial pra gente. Conversamos muito, olhamo-nos nos olhos durante horas e o nível de intimidade e confiança cresceu substancialmente. Com a certeza de que ele nunca irá me magoar de propósito e eu farei o mesmo.
Estamos juntos. De verdade.
Publicado por: J. em: setembro 4, 2008
Quando eu tinha nove anos, uma amiga minha japonesa, a Mina, contou-me a lenda do Tsuru.
Ouvi e acreditei empolgadíssima, como uma ingênua menina de nove anos, fiz o meu pedido com toda a fé e desatei a fazer tsurus por entre os anos, a fim de um dia atingir a minha meta dos mil e, finalmente, realizar o meu sonho…
Vários anos se passaram, mais de quinze deles… e nada do pedido acontecer.
Hoje eu me pergunto: será que finalmente eu distribuí o meu milésimo tsuru?